Focil de rato

Certa vez, a vovó estava em casa, sentada em um dos sofás que tinham vindo de Lucélia, quando deu por falta dos óculos.
E o neto escalado para fazer o resgate de dentro do sofá, fui eu.
– retirei um molho de chaves antigo – uma carteira de óculos mais antiga, perdida de longa data.
– os óculos da vovó.
– Empolgado, fui pesquisando mais. Minha mãos encontraram algo diferente que trouxe “à tona”.
Era um esqueleto de um pequeno camundongo, morto em Lucélia ainda, anos antes. Todos se lembravam de um cheiro horrível em certa ocasião, sem identificar a fonte…
Estava ali, preservado como em um museu, para horror da Tata, da vovó e demais.

Marcia

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